Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
ACESSO ABERTO
Autoria
Tatiana Roberta Lucena de Meneses1*
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-1553-641X
Abel Silva de Meneses1
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1632-2672
*Correspondente: enfermeira.meneses@gmail.com
Instituição
¹ Rede Internacional de Gestão do Cuidado de Enfermagem
Brasil (RIGCE Brasil), São Paulo, SP, Brasil.
Como citar este artigo • Direitos autorais©
Meneses TRL, Meneses AS. Prescrever Também é Cuidar:
Prescrição Medicamentosa em Protocolos de Enfermagem da
Atenção Primária à Saúde. Rev. Tec. Cient. CEJAM.
2026;5:e202650054. DOI: https://doi.org/10.59229/2764-
9806.RTCC.e202650054.
Editores
Abel Silva de Meneses Editor Chefe
ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1632-2672
André Ramalho Editor Científico
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8099-3043
Submetido Aceito
12-06-2026 20-07-2026
Artigo Original
Prescrever Também é Cuidar: Prescrição Medicamentosa em
Protocolos de Enfermagem da Atenção Primária à Saúde
Prescribing is Also Caring: Medication Prescribing in Primary Health
Care Nursing Protocols
Prescribir También es Cuidar: Prescripción de Medicamentos en
Protocolos de Enfermería de Atención Primaria de Salud
Resumo
Objetivo: Investigar o conteúdo prescritivo dos Protocolos de Enfermagem da Atenção
Primária à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo e, construir uma matriz de
consulta aos medicamentos com prescrição atribuída a enfermeiros. Método: Trata-se de
estudo qualitativo. O corpus documental reuniu quatro protocolos de enfermagem
municipais sobre saúde da criança e ao adolescente, da pessoa adulta, da pessoa idosa e
da saúde da mulher. Mediante busca dirigida e leitura integral das seções prescritivas,
extraíram-se princípio ativo, indicação, população, modalidade prescritiva e condicionantes.
Os dados foram submetidos à análise descritiva e categorial. Resultados: Foram
identificados 49 princípios ativos ou associações, distribuídos em 12 grupos terapêuticos.
Predominaram anti-infecciosos, medicamentos cardiovasculares e fármacos para condições
prevalentes. Os protocolos diferenciaram início terapêutico, continuidade de tratamento
médico e prescrição condicionada a programas ou rotinas. A vinculação ao Processo de
Enfermagem, aos protocolos institucionais, ao registro clínico e ao monitoramento foi
recorrente Conclusão: O corpus documenta escopo prescritivo amplo, porém condicionado
à avaliação clínica, à competência profissional e à governança institucional. A consolidação
das recomendações em uma matriz de medicamentos pode apoiar educação permanente,
sistemas eletrônicos e auditoria da segurança medicamentosa.
Descritores: Prescrições de Medicamentos; Enfermagem; Atenção Primária à Saúde;
Protocolos Clínicos; Segurança do Paciente.
Abstract
Objective: To investigate the prescriptive content of the Primary Health Care Nursing
Protocols of the São Paulo Municipal Health Department and to develop a reference matrix
for medications that nurses are authorized to prescribe. Method: This is a qualitative study.
The document corpus comprised four municipal nursing protocols on child and adolescent
health, adult health, elderly health, and women’s health. Through a targeted search and
comprehensive reading of the prescriptive sections, we extracted the active ingredient,
indication, target population, prescribing modality, and prescribing conditions. The data
were subjected to descriptive and categorical analysis. Results: A total of 49 active
ingredients or combinations were identified, distributed across 12 therapeutic groups. Anti-
infectives, cardiovascular medications, and drugs for prevalent conditions predominated.
The protocols distinguished between the initiation of therapy, continuity of medical
treatment, and prescriptions contingent on specific programs or routines. Links to the
Nursing Process, institutional protocols, clinical records, and monitoring were recurrent.
Conclusion: The corpus documents a broad prescribing scope, though one that is
contingent upon clinical assessment, professional competence, and institutional governance.
Consolidating the recommendations into a medication matrix can support continuing
education, electronic systems, and medication safety audits.
Descriptors: Drug Prescriptions; Nursing; Primary Health Care; Clinical Protocols; Patient
Safety.
Resumen
Objetivos: Investigar el contenido prescriptivo de los Protocolos de Enfermería de la
Atención Primaria de Salud de la Secretaría Municipal de Salud de São Paulo y elaborar una
matriz de consulta sobre los medicamentos cuya prescripción se atribuye a los enfermeros.
Método: Se trata de un estudio cualitativo. El corpus documental reunió cuatro protocolos
municipales de enfermería sobre salud infantil y adolescente, de adultos, de personas
mayores y de salud de la mujer. Mediante una búsqueda dirigida y la lectura integral de las
secciones prescriptivas, se extrajeron el principio activo, la indicación, la población, la
modalidad de prescripción y los condicionantes. Los datos se sometieron a un análisis
descriptivo y categorial. Resultados: Se identificaron 49 principios activos o combinaciones,
distribuidos en 12 grupos terapéuticos. Predominaron los antiinfecciosos, los medicamentos
cardiovasculares y los fármacos para afecciones prevalentes. Los protocolos diferenciaron
entre inicio terapéutico, continuidad del tratamiento médico y prescripción condicionada a
programas o rutinas. La vinculación con el proceso de enfermería, los protocolos
institucionales, el registro clínico y el seguimiento fue recurrente. Conclusión: El corpus
documenta un amplio alcance prescriptivo, aunque condicionado a la evaluación clínica, la
competencia profesional y la gobernanza institucional. La consolidación de las
recomendaciones en una matriz de medicamentos puede apoyar la educación continua, los
sistemas electrónicos y la auditoría de la seguridad de los medicamentos.
Descriptores: Prescripciones de Medicamentos; Enfermería; Atención Primaria de Salud;
Protocolos Clínicos; Seguridad del Paciente.
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INTRODUÇÃO
A prescrição de medicamentos por enfermeiros integra a
organização do cuidado em diversos sistemas de saúde. Sua
extensão varia conforme legislação, formação, protocolos e
mecanismos de governança clínica. Revisões internacionais
descrevem expansão gradual da autonomia prescritiva,
especialmente na atenção primária, no manejo de condições
crônicas e em programas de saúde pública. A prática pode reduzir
barreiras de acesso e aumentar a continuidade assistencial, desde
que haja competência clínica, suporte institucional e avaliação dos
resultados terapêuticos(1,2).
No Brasil, a Lei 7.498/1986 atribui ao enfermeiro a
prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de
saúde pública e em rotina aprovada pela instituição de saúde(3).
O Decreto 94.406/1987 regulamentou essa competência(4), e
a Resolução Cofen 801/2026 consolidou diretrizes nacionais,
sem converter a prescrição em autorização irrestrita. A norma
vinculou o ato à consulta de enfermagem sob o escopo do
Processo de Enfermagem, às diretrizes clínicas e às condições
institucionais(5).
O Processo de Enfermagem organiza o pensamento clínico em
avaliação de enfermagem, diagnóstico de enfermagem,
planejamento de enfermagem, implementação de enfermagem e,
evolução de enfermagem(6). A prescrição medicamentosa integra
o planejamento terapêutico e depende dos dados obtidos
avaliação de enfermagem. O diagnóstico de enfermagem fornece
justificativa clínica para essa intervenção de enfermagem e,
evolução de enfermagem permite acompanhar resposta, adesão,
eventos adversos e necessidade de revisão. Esse método qualifica
e atribui segurança na prescrição medicamentosa.
O manual conjunto do Conselho Regional de Enfermagem de
São Paulo e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São
Paulo articula requisitos clínicos, legais e formais à prescrição de
medicamentos(7). O documento aborda protocolos, conteúdo da
receita, antimicrobianos, dispensação e prescrição eletrônica.
Também explicita a responsabilidade do farmacêutico na análise
técnica e legal antes da dispensação. Essa relação o transfere
responsabilidade entre profissões, mas, estabelece pontos
sucessivos de verificação no circuito do medicamento, tendo a
segurança do paciente como premissa de toda equipe de saúde.
Na Atenção Primária à Saúde, a prescrição de medicamentos
por enfermeiro e historicamente convalidada em protocolos
governamentais que dão resposta às necessidades de saúde
territoriais com condutas executáveis(8). Eles delimitam
indicações, doses, duração, critérios de encaminhamento e
responsabilidades. Nessa perspectiva, a Secretaria Municipal da
Saúde de São Paulo publicou uma série de Protocolos de
Enfermagem organizados em módulos por ciclos de vida e áreas
assistenciais(9-12). Esses documentos orientam consultas,
solicitação de exames, intervenções e prescrições. No entanto, a
dispersão das recomendações em centenas de páginas pode
dificultar identificação do conjunto de medicamentos disponíveis
à prática do enfermeiro.
A ausência de uma síntese documental é uma lacuna
operacional que pode limitar a prática do profissional enfermeiro
e o cuidado com as pessoas que buscam atenção à saúde. Além
disso, em momentos de muita pressão assistencial com restrição
no tempo de consulta, examinar muitas laudas textuais dos
protocolos pode elevar o risco de omissão de medicamentos,
doses ou restrições. O volume de conteúdo dos protocolos
também pode ser uma barreira de educação permanente que
desafia a atualização dos profissionais.
Diante disso, investigar o conteúdo prescritivo é uma
oportunidade para refletir sobre autonomia profissional no
contexto do cuidado. Autonomia clínica não equivale a
independência normativa, que o enfermeiro decide dentro de
um campo regulado por leis, protocolos, competência
demonstrada e recursos disponíveis. O interesse científico dessa
publicação está em descrever esse campo e seus condicionantes,
em vez de apenas afirmar a existência da competência legal.
Portanto, o objetivo dessa comunicação científica foi investigar
o conteúdo prescritivo dos Protocolos de Enfermagem da Atenção
Primária à Saúde da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
e, construir uma matriz de consulta aos medicamentos com
prescrição atribuída a enfermeiros.
MÉTODO
Tipo do estudo e diretriz de relato
Estudo qualitativo de síntese documental, com efeito de tratar
o documento como unidade de observação e cada recomendação
medicamentosa como unidade de registro. Para melhor
transparência e reprodutibilidade, foram utilizados os itens
aplicáveis da diretriz CARDA: Guiding document analyses in health
professions education research(13).
População, amostra e local do estudo
A população correspondeu ao corpus documental circunscrito
aos Protocolos de Enfermagem da Atenção Primária à Saúde
publicados pela Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. A
amostra foi censitária e incluiu quatro módulos vigentes
disponibilizados para análise. O Módulo 1 abordou saúde da
criança e do adolescente. O Módulo 2 tratou da pessoa idosa. O
Módulo 3 abordou a pessoa adulta. O Módulo 4 tratou da saúde
da mulher(9-12).
A unidade documental foi cada protocolo e a unidade de
contexto foi o capítulo, subcapítulo, quadro, tabela, algoritmo,
fluxograma ou nota em que a prescrição aparecia. A unidade de
registro foi cada recomendação medicamentosa atribuída ao
enfermeiro.
O local analítico foi o ambiente de documentação virtual da
rede municipal de atenção primária, sem coleta em unidades
assistenciais.
Critérios de elegibilidade
Foram incluídas recomendações que apresentavam nome de
medicamento e autorização explícita ou contextual para
prescrição pelo enfermeiro. Também foram incluídas prescrições
descritas em quadros, algoritmos, fluxos, manejo de queixas e
programas de saúde pública.
Foram excluídas menções farmacológicas usadas apenas como
conteúdo educativo, histórico terapêutico, contraindicação isolada
ou tratamento exclusivamente médico. Produtos sem princípio
ativo definido e intervenções não farmacológicas foram excluídos
do estudo.
Coleta dos dados
A coleta ocorreu entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026.
Inicialmente, realizou-se busca eletrônica nos arquivos pelos
termos "medicamento", "medicação", "prescrever", "prescrição",
"tratamento" e unidades de dose. Em seguida, foram lidos
integralmente os capítulos recuperados e as páginas adjacentes.
Uma segunda leitura verificou se cada item estava associado ao
enfermeiro e identificou condições, doses, vias, duração, alertas
e necessidade de continuidade médica.
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Os dados foram registrados em matriz com as variáveis
protocolo, página, condição clínica, princípio ativo, associação,
apresentação, dose, via, frequência, duração, população,
modalidade prescritiva e condicionante. Os nomes foram
normalizados pela Denominação Comum Brasileira quando
possível. Associações em uma mesma formulação foram contadas
como uma unidade. O mesmo princípio ativo, quando repetido em
mais de um módulo, foi contado uma vez na síntese geral e
mantido em todas as indicações na matriz analítica.
Análise dos dados
A análise categorial foi realizada por dois enfermeiros
especialistas em Atenção Primária à Saúde que acumulam mais
de 20 anos de experiência prática nos serviços de saúde onde os
protocolos de enfermagem objeto deste estudo vigoram. Os
condicionantes foram agrupados em avaliação clínica,
confirmação diagnóstica, limite temporal, monitoramento,
contraindicação e encaminhamento. Divergências de grafia ou
dose foram conferidas no trecho original. O estudo não avaliou
adequação farmacológica externa aos protocolos.
RESULTADOS
Os protocolos apresentaram estrutura semelhante, com
contextualização das políticas de saúde, consulta de enfermagem,
Processo de Enfermagem, condições clínicas, intervenções,
prescrições, encaminhamentos e referências. As recomendações
medicamentosas não estavam concentradas em uma única seção.
Foram identificadas em capítulos clínicos, quadros terapêuticos,
tabelas, algoritmos, fluxogramas e notas.
Os quatro protocolos de enfermagem somaram 1.055 páginas,
cuja análise identificou 49 princípios ativos ou associações com
recomendação prescritiva atribuída ao enfermeiro. O módulo da
pessoa adulta concentrou maior diversidade, seguido pelos
módulos de saúde da mulher, criança e adolescente e pessoa
idosa. Parte dos medicamentos apareceu em mais de um
documento, principalmente analgésicos, antiparasitários,
antifúngicos tópicos, suplementos e soluções de reidratação.
Os 49 itens foram distribuídos em 12 grupos terapêuticos, em
que os anti-infecciosos corresponderam ao grupo mais numeroso.
Em seguida apareceram medicamentos cardiovasculares,
analgésicos e antitérmicos, suplementos e medicamentos
gastrointestinais. A distribuição refletiu o perfil dos capítulos. O
módulo da mulher concentrou contracepção, infecções
sexualmente transmissíveis, gestação e climatério. O módulo do
adulto reuniu condições crônicas, queixas agudas, doenças
transmissíveis e arboviroses.
Tabela 1 - Distribuição dos medicamentos identificados nos
protocolos, segundo o grupo terapêutico, São Paulo (SP), Brasil,
2026.
Grupo terapêutico
n
Anti-infecciosos sistêmicos e tópicos
13
Cardiovasculares
12
Analgésicos, antitérmicos e antiespasmódicos
4
Antidiabéticos
3
Suplementos e antianêmicos
4
Contraceptivos hormonais
4
Dermatológicos não anti-infecciosos
3
Gastrointestinais e reidratação
2
Antiparasitários
3
Terapia vaginal do climatério
1
Respiratórios e soluções nasais
1
Antiagregante plaquetário
1
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
A modalidade prescritiva não foi homogênea. Anti-
hipertensivos e antidiabéticos foram apresentados, em trechos
específicos, como continuidade do plano iniciado pelo médico e
por período limitado. Medicamentos para queixas agudas,
suplementação, contracepção, infecções sexualmente
transmissíveis e arboviroses foram vinculados a avaliação e
critérios definidos pelo protocolo. Antimicrobianos exigiram
diagnóstico sindrômico ou etiológico, avaliação de alergias,
tratamento de parcerias e encaminhamento quando indicado.
O registro clínico e o Processo de Enfermagem apareceram
como elementos transversais. Os protocolos relacionaram dados
subjetivos e objetivos ao diagnóstico, ao planejamento e à
implementação. A prescrição foi descrita dentro do plano de
cuidado. O monitoramento incluiu resposta clínica, repetição de
exames, controle pressórico, glicêmico, hematológico ou
reavaliação em prazo definido.
Quadro 1 - Medicamentos identificados e principais contextos
prescritivos, São Paulo (SP), Brasil, 2026.
Grupo
Medicamentos
Contextos principais
Cardiovasculares
Espironolactona;
furosemida;
hidroclorotiazida;
atenolol; propranolol;
captopril; enalapril;
mononitrato de
isossorbida; anlodipino;
nifedipino; losartana;
metildopa
Antidiabéticos
Glibenclamida;
gliclazida; metformina
Analgésicos e
antitérmicos
Paracetamol; dipirona;
ibuprofeno;
escopolamina
Anti-infecciosos
Azitromicina;
ceftriaxona; doxiciclina;
metronidazol;
clindamicina; nistatina;
miconazol; cetoconazol;
fluconazol; itraconazol;
aciclovir; cefalexina;
penicilina G benzatina
Antiparasitários
Albendazol; ivermectina;
permetrina
Contraceptivos
Etinilestradiol associado
a levonorgestrel;
noretisterona; acetato de
medroxiprogesterona;
levonorgestrel
Suplementos e
antianêmicos
Ácido fólico; sulfato
ferroso; carbonato de
cálcio; vitaminas A e D
associadas
Gastrointestinais
e reidratação
Sais para reidratação
oral; óleo mineral
Dermatológicos
Óxido de zinco associado
a vitaminas A e D;
dexametasona tópica;
cloreto de sódio nasal
Climatério
Estriol vaginal
Antiagregante
Ácido acetilsalicílico
Fonte: Elaborado pelos autores (2026).
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Os condicionantes de segurança da prescrição foram
encontrados em todos os módulos. Entre eles estavam alergias,
gestação, função renal, idade, peso, risco cardiovascular,
interação medicamentosa, dose xima, duração e sinais de
alarme. Na pessoa idosa, houve orientação específica para
conciliação, polifarmácia e interação. Na criança, peso e faixa
etária determinaram doses. Na saúde da mulher, critérios de
elegibilidade orientaram contraceptivos e fatores de risco
definiram ácido acetilsalicílico e cálcio na gestação.
A rastreabilidade apresentou variação. Alguns quadros
informaram princípio ativo, concentração, posologia e duração.
Outros remeteram à Relação Municipal de Medicamentos
Essenciais ou a protocolos complementares. Foram observadas
repetições, diferenças de grafia e recomendações distribuídas em
capítulos distintos. Essa característica sustenta a utilidade de uma
matriz única para consulta e atualização.
Os quatro protocolos vincularam a prática clínica à consulta de
enfermagem com sua equivalência ao Processo de Enfermagem.
Entretanto, a relação entre diagnóstico de enfermagem e
indicação medicamentosa nem sempre foi apresentada de forma
direta. A prescrição apareceu principalmente no planejamento e
na implementação do cuidado. A evolução foi associada ao
acompanhamento da resposta clínica, ocorrência de efeitos
adversos e revisão das condutas.
Os documentos configuraram a prescrição medicamentosa
como competência condicionada, e não como autorização
farmacológica irrestrita. A possibilidade de prescrever dependeu
da condição clínica, da população, dos critérios definidos no
protocolo e do nível de autonomia atribuído ao enfermeiro.
O corpus também revelou coexistência entre prescrições
autônomas, condutas compartilhadas e situações reservadas ao
médico. Essa organização delimitou fronteiras profissionais dentro
das linhas de cuidado.
DISCUSSÃO
O estudo identificou escopo prescritivo distribuído por ciclos
de vida e condições clínicas. O achado principal não foi somente
a quantidade de medicamentos. A estrutura documental mostrou
que a prescrição assume modalidades distintas. Em algumas
situações, o enfermeiro inicia tratamento conforme critérios. Em
outras, mantém terapia previamente definida. Essa diferença
altera o raciocínio, o registro e a necessidade de comunicação
interprofissional.
A legislação brasileira condiciona a competência a programas
de saúde pública e rotinas institucionais(3,4). A Resolução Cofen
801/2026 acrescenta parâmetros operacionais e vincula a
prescrição ao Processo de Enfermagem(5). Os protocolos
municipais concretizam essa autorização. Portanto, uma lista de
medicamentos não deve ser interpretada como formulário
independente. Cada item permanece ligado à indicação, à
população e ao fluxo de cuidado que sustentou sua inclusão.
A presença de anti-infecciosos requer atenção, pois, o uso
inadequado de antimicrobianos aumenta eventos adversos e
resistência. A Organização Mundial da Saúde considera a
resistência antimicrobiana ameaça relevante e recomenda
programas de uso racional(14). O papel do enfermeiro inclui
avaliação, escolha conforme protocolo, orientação, registro,
acompanhamento e encaminhamento. O farmacêutico acrescenta
análise da receita e aconselhamento na dispensação(7). Essa
sequência favorece detecção de falhas, mas depende de
comunicação e critérios comuns.
Os medicamentos cardiovasculares e antidiabéticos
apareceram principalmente como continuidade terapêutica. Essa
modalidade pode apoiar acesso e longitudinalidade em condições
crônicas. Ela também exige clareza sobre estabilidade clínica,
exames, metas, eventos adversos e prazo de reavaliação médica.
A simples repetição da receita não corresponde ao Processo de
Enfermagem, que deve equivaler à consulta de enfermagem
evoluindo na verificação de adesão, resultados, mudanças clínicas
e problemas relacionados a medicamentos.
A população idosa demanda salvaguardas adicionais, que
alterações farmacocinéticas, multimorbidade e polifarmácia
aumentam risco de interação e dano(15). O protocolo orientou
revisão de todos os medicamentos usados, inclusive os não
prescritos. Essa recomendação aproxima a consulta de
enfermagem da conciliação medicamentosa. Uma matriz de
medicamentos deve incluir alertas para duplicidade, função renal,
hipotensão, hipoglicemia e uso prolongado de medicamentos
potencialmente inadequados.
Na saúde da criança, doses dependentes do peso tornam a
prescrição vulnerável a erro matemático e erro por desatualização
do peso. A segurança exige registro da medida, concentração
disponível, dose por quilograma, intervalo e dose máxima. A
prescrição eletrônica pode executar cálculos, mas deve exibir a
fórmula e permitir conferência. A automação sem transparência
cria dependência do sistema e pode reproduzir configurações
incorretas.
Na saúde da mulher, o escopo abrange contracepção,
infecções sexualmente transmissíveis, gestação e climatério.
Critérios de elegibilidade contraceptiva e fatores de risco
obstétrico mostram que o medicamento é consequência de uma
classificação clínica. O enfermeiro precisa reconhecer situações
em que o benefício supera o risco, contraindicações e necessidade
de cuidado compartilhado. A prescrição de estriol vaginal, por
exemplo, inclui seguimento e avaliação de alterações.
O conjunto analisado também mostra como protocolos
funcionam como instrumentos de governança. Eles padronizam
condutas e fornecem respaldo, mas precisam de controle de
versão. Mudanças legais, novas evidências, alterações na Relação
Municipal de Medicamentos Essenciais e alertas sanitários podem
tornar recomendações obsoletas. Um repositório único, com data
de vigência e histórico de alterações, reduziria inconsistências
entre módulos.
A transformação digital pode melhorar rastreabilidade, uma
vez que a assinatura eletrônica qualificada, a identificação do
profissional e a integração com o prontuário protegem autoria e
integridade(5,7-8). Campos estruturados podem exigir diagnóstico,
protocolo, dose, duração e plano de monitoramento. Alertas
devem ser específicos e priorizados para evitar fadiga. A
prescrição eletrônica deve apoiar o julgamento clínico, sem
substituí-lo.
Estudos internacionais indicam que a prescrição por
profissionais não médicos pode produzir resultados comparáveis
em contextos selecionados, embora a qualidade dependa de
formação, escopo e desenho do serviço(1-2,16). A análise municipal
dos protocolos acrescenta uma dimensão normativa local. Ela
mostra quais medicamentos foram incorporados ao trabalho
prescritivo e quais condições limitam o ato. Esse conhecimento
permite avaliar práticas reais em estudos posteriores.
A educação permanente deve combinar farmacologia, exame
clínico, diagnóstico de enfermagem e comunicação. Treinamentos
centrados apenas no preenchimento da receita são insuficientes.
Casos simulados podem avaliar seleção do medicamento,
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contraindicações, cálculo, orientação e acompanhamento.
Auditorias podem usar indicadores como registro do protocolo,
completude, reavaliação e concordância com critérios.
A análise das modalidades prescritivas também evita
confundir autonomia com substituição profissional. O início de um
tratamento previsto em protocolo exige decisão própria do
enfermeiro, baseada em critérios e registrada no prontuário. A
continuidade terapêutica exige confirmar que as condições do
plano anterior permanecem válidas. O manejo sintomático exige
excluir sinais de gravidade e definir prazo de reavaliação. A
prescrição programática depende das regras do programa, como
rastreamento, tratamento de contatos, suplementação ou
prevenção. Essas modalidades podem compartilhar o mesmo
receituário, mas não compartilham o mesmo processo decisório.
A completude da receita constitui apenas uma dimensão da
segurança. Nome do usuário, denominação genérica,
concentração, forma farmacêutica, via, dose, frequência,
duração, data e identificação do prescritor são requisitos
verificáveis. A segurança clínica requer informações adicionais no
prontuário, incluindo dados da avaliação, diagnóstico,
justificativa, orientações, sinais de alarme e plano de seguimento.
Separar receita e registro clínico compromete a compreensão do
ato. Sistemas eletrônicos devem manter vínculo entre ambos e
permitir auditoria sem reconstrução manual do atendimento.
A dispensação farmacêutica funciona como barreira de
segurança posterior. O farmacêutico verifica autenticidade,
legalidade, dose, duração, incompatibilidades e condições de
fornecimento. Dúvidas devem gerar contato com o prescritor, e
não alteração unilateral da receita. A interação entre enfermagem
e farmácia precisa de canais definidos, tempos de resposta e
critérios para devolução. Protocolos compartilhados reduzem
divergências entre o que é prescrito e o que pode ser dispensado
na rede pública ou privada.
A presença de medicamentos sujeitos a controle sanitário
específico exige atenção operacional. Antimicrobianos possuem
regras de retenção, validade e escrituração. Prescrições para
infecções sexualmente transmissíveis também podem envolver
tratamento de parcerias, notificação e aconselhamento. Esses
componentes fazem parte do plano terapêutico. A disponibilidade
do medicamento na unidade não substitui a verificação de
indicação, alergia, interação, gravidez, função renal ou resposta
anterior. O uso racional depende da coerência entre diagnóstico,
escolha e acompanhamento.
O levantamento mostrou que um mesmo princípio ativo pode
ter doses e durações diferentes segundo idade, peso, condição e
objetivo terapêutico. Paracetamol e dipirona apareceram em
vários módulos, mas a prescrição pediátrica depende do peso,
enquanto a prescrição para adultos utiliza faixas de dose e
máximos diários. O sulfato ferroso foi usado para prevenção e
tratamento, com esquemas distintos. A normalização por princípio
ativo deve preservar essas variações. Uma lista que omita
contexto pode produzir erro por simplificação.
A atualização periódica deve usar método formal. Alterações
podem ser iniciadas por nova norma, mudança da relação de
medicamentos, alerta de farmacovigilância, desabastecimento ou
revisão de evidências. Cada alteração precisa de análise de
impacto, aprovação, comunicação e data de implantação.
Sistemas eletrônicos, materiais educativos e protocolos impressos
devem ser atualizados de forma sincronizada. A coexistência de
versões cria risco de prescrição divergente e dificulta
responsabilização.
A avaliação de competência precisa considerar conhecimento
e desempenho. Testes teóricos podem verificar legislação,
farmacologia e interpretação de protocolos. Simulação clínica
pode avaliar coleta de dados, cálculo de dose, decisão,
comunicação e registro. Supervisão e auditoria formativa
permitem identificar padrões de erro. A autorização institucional
deve ser acompanhada de critérios de credenciamento,
atualização e reavaliação, especialmente para medicamentos com
maior risco ou baixa frequência de uso.
Os resultados também têm implicação para pesquisa em
serviços. A matriz documental permite construir indicadores de
conformidade e selecionar amostras de prontuários. Estudos
futuros podem medir proporção de prescrições com protocolo
identificado, adequação de dose, presença de diagnóstico,
reavaliação no prazo e ocorrência de eventos adversos. Também
podem comparar unidades, categorias terapêuticas e modalidades
prescritivas. A análise deve evitar usar volume de prescrições
como medida isolada de produtividade.
A síntese produzida pode orientar uma lista institucional, mas
sua implementação requer validação formal pela Secretaria
Municipal da Saúde. As doses não devem ser copiadas para
sistemas sem revisão farmacêutica e clínica. O corpus contém
remissões, diferenças editoriais e atualizações em datas distintas.
A governança deve definir quem atualiza, aprova, testa e
comunica mudanças.
A organização do corpus por ciclos de vida também expõe
sobreposições. Analgésicos, antifúngicos, antiparasitários e
suplementos aparecem em mais de um módulo. Essa repetição
pode ser necessária para tornar cada protocolo autossuficiente.
Contudo, ela aumenta a chance de divergência quando uma seção
é atualizada e outra permanece inalterada. Uma camada
transversal de medicamentos, vinculada aos módulos clínicos,
pode reduzir duplicação e preservar particularidades por
população.
A padronização terminológica constitui outro ponto. Os
documentos alternaram nomes de princípios ativos, sais,
concentrações e formas farmacêuticas. Para uso clínico, a
denominação deve corresponder ao produto disponível e à
Denominação Comum Brasileira. Para análise, a normalização
precisa manter o texto original e registrar a forma padronizada
em campo separado. Essa estratégia permite rastrear a fonte,
comparar protocolos e evitar que medicamentos distintos sejam
agrupados por semelhança de nome.
As referências a relações municipais e notas técnicas mostram
que o protocolo não funciona isoladamente. A decisão prescritiva
pode depender da disponibilidade na rede, da versão da Relação
Municipal de Medicamentos Essenciais, de fluxos epidemiológicos
e de orientações temporárias. O sistema de apoio deve apresentar
o documento vigente no momento da consulta. Links quebrados
ou arquivos sem controle de versão reduzem a confiabilidade e
obrigam o profissional a buscar informação em fontes paralelas.
A farmacovigilância deve integrar o acompanhamento e, por
ela o enfermeiro pode identificar reações adversas, falha
terapêutica, uso incorreto e interação durante consultas
subsequentes. O registro desses eventos permite revisar o plano
e encaminhar notificações quando cabíveis. Protocolos e sistemas
eletrônicos devem indicar quais sinais exigem suspensão,
avaliação urgente ou comunicação ao serviço de referência. A
evolução de enfermagem é o ponto em que a decisão inicial é
confrontada com os resultados observados.
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Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
A comunicação com o usuário influencia a efetividade, visto
que a orientação precisa incluir finalidade, modo de uso, duração,
conduta diante de esquecimento, efeitos esperados, eventos
adversos e sinais de alarme. Em crianças e pessoas idosas,
cuidadores podem participar, desde que o usuário seja incluído
conforme capacidade e autonomia. A linguagem deve considerar
alfabetização em saúde, barreiras sensoriais e contexto cultural.
A receita escrita não substitui confirmação de compreensão.
A equidade também deve ser considerada, tendo em conta
que a ampliação do acesso por meio da consulta de enfermagem
pode reduzir espera em territórios com maior pressão assistencial.
Esse benefício depende de oferta regular de medicamentos,
formação dos profissionais e continuidade do cuidado. Sem esses
componentes, a prescrição pode produzir apenas uma orientação
sem possibilidade de execução. Indicadores de acesso devem
incluir obtenção do medicamento, início do tratamento e retorno,
e não apenas emissão da receita.
A governança clínica precisa definir responsabilidades em
situações de exceção. Falta do medicamento padronizado, alergia,
contraindicação ou falha anterior podem exigir alternativa
terapêutica. O enfermeiro deve saber quando o protocolo autoriza
substituição e quando o caso precisa de interconsulta. A
flexibilidade sem regra aumenta variabilidade. A rigidez sem via
de exceção pode atrasar tratamento. Fluxos de decisão devem
explicitar opções, limites e canais de apoio.
A incorporação da matriz em prontuários eletrônicos deve ser
testada antes da implantação. Casos de teste podem incluir doses
pediátricas, duplicidade, alergias, gestação, função renal e
duração máxima. A validação precisa verificar conteúdo e
comportamento do sistema. Alterações devem passar por
ambiente de homologação e registro de versão. Auditorias
posteriores podem identificar alertas ignorados, campos
incompletos e diferenças entre a prescrição gerada e o protocolo
vigente.
A análise documental não substitui a revisão
farmacoterapêutica de cada recomendação. Alguns protocolos
foram elaborados antes de normas posteriores ou apresentam
referências com datas diferentes. A harmonização deve avaliar
evidência, disponibilidade, segurança e coerência entre módulos.
Esse trabalho precisa de decisão institucional formal. A
contribuição deste estudo está em tornar o conteúdo localizável e
comparável, criando uma base para revisão técnica e não uma
autorização paralela de prescrição.
A mensuração de resultados clínicos deve acompanhar
qualquer expansão operacional. Taxas de controle pressórico,
resolução de sintomas, adesão e retorno podem ser examinadas
junto com eventos adversos e encaminhamentos. Comparações
precisam ajustar diferenças de população e gravidade. O objetivo
não é demonstrar produtividade por número de receitas, mas
verificar se a prescrição inserida no Processo de Enfermagem
produz cuidado oportuno, seguro e coordenado.
A formação universitária também pode utilizar a matriz.
Conteúdos de farmacologia devem ser articulados à consulta, aos
diagnósticos de enfermagem e aos protocolos institucionais.
Estudantes precisam compreender que a competência legal não
elimina limites institucionais. Exercícios com protocolos locais
ajudam a reconhecer critérios, calcular doses e planejar
monitoramento. A transição para a prática requer supervisão e
atualização, pois o escopo pode variar entre instituições.
Por fim, a participação do usuário pode qualificar a revisão dos
protocolos. Dificuldades de compreensão, acesso, administração
e retorno indicam pontos que não aparecem na análise normativa.
Materiais de orientação devem ser testados com usuários e
cuidadores. A governança pode incluir canais para relatar
problemas relacionados à prescrição e à dispensação. Esses dados
complementam auditorias clínicas e orientam mudanças no texto,
no sistema eletrônico e no fluxo assistencial.
A consolidação documental também favorece transparência
institucional. Profissionais precisam acessar a versão vigente,
conhecer a data de aprovação e identificar alterações relevantes.
Usuários e farmacêuticos precisam reconhecer a legitimidade do
receituário. A publicação de uma lista comentada, vinculada aos
protocolos e sem retirar o contexto clínico, pode reduzir dúvidas
sobre escopo. Esse recurso deve informar que a presença do
medicamento na lista não dispensa consulta, registro, avaliação
de riscos, seguimento e comunicação interprofissional
documentada em toda a rede.
Limitações do Estudo
A análise foi restrita a quatro protocolos de um município. Os
resultados o descrevem todos os medicamentos que podem ser
prescritos por enfermeiros no Brasil. Os documentos possuíam
diferentes datas de revisão e níveis de detalhamento. Alterações
normativas ou atualizações posteriores podem modificar o escopo
identificado.
A análise documental não permitiu verificar como as
prescrições são realizadas nas unidades, quais medicamentos são
efetivamente dispensados ou como profissionais interpretam
recomendações ambíguas. A classificação da modalidade
prescritiva envolveu interpretação, principalmente quando a
redação não identificava diretamente o profissional responsável.
Esse risco foi reduzido mediante definições operacionais, retorno
ao contexto e revisão das decisões.
Contribuições para a Ciência
O estudo fornece uma taxonomia do escopo prescritivo do
enfermeiro em uma rede municipal de atenção primária. A
distinção entre início, continuidade, prescrição programática e
manejo sintomático permite pesquisas sobre qualidade e
segurança. A matriz pode subsidiar instrumentos de auditoria,
currículos de educação permanente e requisitos funcionais para
prescrição eletrônica. Também fornece base para comparar
protocolos entre municípios e monitorar mudanças normativas.
CONCLUSÃO
Os protocolos analisados documentaram 49 princípios ativos
ou associações, distribuídos em 12 grupos terapêuticos. O escopo
incluiu condições agudas, acompanhamento de doenças crônicas,
saúde sexual e reprodutiva, gestação, infância e cuidado da
pessoa idosa. Anti-infecciosos e medicamentos cardiovasculares
formaram os grupos mais numerosos.
A prescrição foi vinculada à consulta e ao Processo de
Enfermagem. Os documentos exigiram avaliação, diagnóstico,
planejamento, implementação e evolução. Também delimitaram
critérios clínicos, duração, monitoramento e encaminhamento. A
autonomia prescritiva permaneceu dependente de protocolos
aprovados, competência profissional e estrutura institucional.
A consolidação em matriz única pode reduzir dispersão
documental e apoiar sistemas eletrônicos. Essa matriz deve
manter indicação, dose, população, contraindicações, modalidade
prescritiva, versão do protocolo e plano de acompanhamento.
Recomenda-se validação institucional periódica, com participação
de enfermagem, farmácia, medicina, segurança do paciente e
tecnologia da informação.
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Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
Transparência na contribuição dos autores segundo a
Taxonomia CRediT.
Conceitualização
Tatiana Roberta Lucena de Meneses; Abel Silva de
Meneses
Curadoria de dados
Tatiana Roberta Lucena de Meneses; Abel Silva de
Meneses
Análise formal
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Aquisição de financiamento
Não aplicável
Investigação
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Metodologia
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Administração do projeto
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Recursos
Não aplicável
Software
Não aplicável
Supervisão
Abel Silva de Meneses
Validação
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Visualização
Tatiana Roberta Lucena de Meneses; Abel Silva de
Meneses
Escrita - esboço original
Tatiana Roberta Lucena de Meneses
Escrita - revisão e edição
Tatiana Roberta Lucena de Meneses; Abel Silva de
Meneses
DECLARAÇÕES
Conflitos de interesse
Não aplicável
Financiamento
Não aplicável
Aprovação ética
Não aplicável
Agradecimentos
Não aplicável
Preprint
Não aplicável
Inteligência Artificial
Foi utilizado o ChatGPT, modelo GPT-5.6 Thinking,
desenvolvido pela OpenAI, em 15 de julho de 2026. A
ferramenta inteligência artificial generativa foi
utilizada para apoio à revisão linguística, organização
textual e adequação formal do manuscrito. A seleção
das fontes, análise dos documentos, interpretação dos
resultados e aprovação da versão final foram
realizadas pelos autores, que assumem integral
responsabilidade pelo conteúdo.
REFERÊNCIAS
1. Kroezen M, van Dijk L, Groenewegen PP, Francke AL. Nurse
prescribing of medicines in Western European and Anglo-Saxon
countries: a systematic review of the literature. BMC Health Serv Res.
2011 May 27;11:127. doi: https://doi.org/10.1186/1472-6963-11-
127.
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Hum Resour Health. 2019;17(1):95. doi:
https://doi.org/10.1186/s12960-019-0429-6.
3. Brasil. Lei 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a
regulamentação do exercício da enfermagem. Brasília, DF:
Presidência da República; 1986. Disponível em:
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7498.htm.
4. Brasil. Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei
7.498/1986. Brasília, DF: Presidência da República; 1987.
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1980-
1989/d94406.htm.
5. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 801, de 14 de
janeiro de 2026. Estabelece diretrizes para a prescrição de
medicamentos pelo enfermeiro. Brasília, DF: Cofen; 2026. Disponível
em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cofen-n-801-de-
14-de-janeiro-de-2026-682701425.
6. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução Cofen nº 736, de 17 de
janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de
Enfermagem. Brasília, DF: Cofen; 2024. Disponível em:
https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-cofen-n-736-de-17-de-
janeiro-de-2024-539060363.
7. Conselho Regional de Farmácia do Estado de o Paulo; Conselho
Regional de Enfermagem de São Paulo. Manual de orientação:
prescrição e dispensação de medicamentos na área de enfermagem.
1a ed. o Paulo: CRF-SP; Coren-SP; 2026. Disponível em:
https://portal.coren-sp.gov.br/wp-
content/uploads/2026/05/manual-orientacao-prescricoes-de-
enfermagem.pdf.
8. Martiniano CS, Andrade PS, Magalhães FC, Souza FF, Clementino FS,
Uchôa SAC. Legalization of nurse prescribing of medication in Brazil:
history, trends and challenges. Text Context Nursing, 2015 Jul-Sep;
24(3): 809-17. doi: https://doi.org/10.1590/0104-
07072015001720014.
9. São Paulo (Cidade). Secretaria Municipal da Saúde. Protocolos de
enfermagem: dulo 1, atenção primária à saúde da criança e do
adolescente. 5a ed. rev. São Paulo: SMS; 2025.
10. São Paulo (Cidade). Secretaria Municipal da Saúde. Protocolos de
enfermagem: módulo 2, atenção primária à saúde da pessoa idosa.
5a ed. rev. São Paulo: SMS; 2024.
11. São Paulo (Cidade). Secretaria Municipal da Saúde. Protocolos de
enfermagem: módulo 3, atenção primária à saúde da pessoa adulta.
5a ed. rev. São Paulo: SMS; 2025.
12. São Paulo (Cidade). Secretaria Municipal da Saúde. Protocolos de
enfermagem: módulo 4, atenção primária à saúde da mulher. 5a ed.
rev. São Paulo: SMS; 2024.
13. Cleland J, MacLeod A, Ellaway RH. CARDA: Análise de documentos
orientadores na pesquisa em educação das profissões de saúde. Med
Educ. 2023 maio; 57(5):406-417. doi:
https://doi.org/10.1111/medu.14964.
14. World Health Organization. Global action plan on antimicrobial
resistance. Geneva: WHO; 2015. Available from:
https://www.who.int/publications/i/item/9789241509763.
15. American Geriatrics Society Beers Criteria Update Expert Panel.
American Geriatrics Society 2023 updated AGS Beers Criteria for
potentially inappropriate medication use in older adults. J Am Geriatr
Soc. 2023;71(7):2052-81. doi: https://doi.org/10.1111/jgs.18372.
16. Weeks G, George J, Maclure K, Stewart D. Non-medical prescribing
versus medical prescribing for acute and chronic disease management
in primary and secondary care. Cochrane Database Syst Rev.
2016;11(11):CD011227. doi:
https://doi.org/10.1002/14651858.CD011227.pub2.
METARIAL SUPLEMENTAR
A matriz de medicamentos foi construída como material
suplementar para reunir, em um único documento, as prescrições
medicamentosas identificadas nos Protocolos de Enfermagem da
Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo. Sua organização
acompanha os módulos destinados à saúde da pessoa adulta, da
mulher, da pessoa idosa e da criança e do adolescente. Para cada
registro, foram mantidos os medicamentos, a indicação clínica, a
posologia ou orientação e a página correspondente no protocolo
de origem.
A matriz preserva as particularidades de cada recomendação
documental. O mesmo princípio ativo pode aparecer mais de uma
vez quando houver diferença de indicação, dose, duração,
população atendida ou modalidade de prescrição. Também foram
mantidas as situações de continuidade terapêutica, cuidado
compartilhado e encaminhamento, pois essas condições
delimitam o escopo clínico atribuído ao enfermeiro nos
documentos analisados.
O material tem finalidade de rastreabilidade e consulta
documental. Ele permite localizar a recomendação no protocolo
original e comparar medicamentos utilizados em diferentes ciclos
de vida e linhas de cuidado. A matriz não deve ser interpretada
como formulário terapêutico independente, lista nacional de
medicamentos autorizados ou substituto das etapas do Processo
de Enfermagem.
A aplicação clínica de qualquer item exige consulta à versão
vigente do protocolo, avaliação individual, registro no prontuário
e observância das normas institucionais e profissionais.
Atualizações da Relação Municipal de Medicamentos (REMUME),
de portarias municipais ou dos próprios protocolos podem
modificar indicações, apresentações e esquemas terapêuticos. Por
essa razão, o material suplementar deve ser utilizado como
síntese dos documentos analisados no período do estudo.
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Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
Matriz de “Medicamentos” com Prescrição Atribuída a Enfermeiros de Atenção Primária da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo
PROTOCOLOS DE ENFERMAGEM - SMS-SP 5ª Ed. 2024/2025
MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
>>
SAÚDE DO ADULTO
Bensilato de Anlodipino 5 mg, 10 mg (cp)
HAS
Durante a consulta de enfermagem ao hipertenso, poderão ser prescritas as medicações anti-
hipertensivas contidas na REMUME dando continuidade ao plano terapêutico proposto a este
usuário já iniciado pelo médico.
Atentar para a Portaria SMS.G nº 440 de 2023
Todas as condições previstas nos protocolos de Saúde da Mulher, Idoso e Adulto podem ser
manejadas na consulta de abordagem a HAS, com intervenções e prescrições de enfermagem,
contidas nestes protocolos
111
Atenolol 50 mg (cp)
Isossorbida 20mg (cp)
Furosemida 40 mg (cp)
Hidroclorotiazida 25 mg (cp)
Metildopa 250 mg (cp)
Nifedipino 20 mg (cp)
Cloridrato de Propranolol 40 mg (cp)
Captopril 25 mg (cp)
Maleato de Enalapril 5 mg, 20 mg (cp)
Espironolactona 25 mg, 100 mg (cp)
Losartana 50 mg (cp)
Gliclazida 60 mg (cp)
DM
Durante a consulta de enfermagem ao portador de diabetes, poderá ser prescrito as
medicações antidiabéticas, COM EXCEÇÃO DA INSULINA, contidas na REMUME dando
continuidade assim ao plano terapêutico proposto pelo médico a este usuário. Atentar para a
Portaria SMS G. Nº 440 de 2023
131
Cloridrato de Metformina 500 mg, 850 mg
(cp)
Sinvastatina 10, 20 e 40 mg (cp)
Dislipidemia
Prescrever medicações hipolipemiantes contidas na REMUME dando continuidade ao plano
terapêutico proposto a este usuário pelo médico
91
Nicotina 7, 14 e 21 mg (adesivo)
Tabagismo
Adesivo de uso transdérmico de liberação lenta, goma de mascar/pastilha de liberação
rápida. Considerar 1 mg de nicotina para cada cigarro e não ultrapassar a dose máxima de 42
mg/dia. Verificar posologia e associações no protocolo
Prescrito por enfermeiro certificado em grupo de tabagismo
34, 35
Nicotina 2mg (pastilha/goma de mascar)
Nistatina 100.000 UI/ml (suspensão oral)
Candidíase Oral
4 ml via oral de 6/6 horas por 14 dias (manter na boca o máximo possível)
70
Aciclovir 50 mg/g (5%) creme, 200 mg (cp)
Herpes Labial
Aciclovir creme 5x ao dia por 5-7 dias se primeiro episódio com vesículas e iniciados há
menos de 72 horas ou úlceras extensas ou recorrentes
70
Lidocaína creme 2%
Dor
Passar nas lesões de 8/8 horas se necessário para alívio da dor
70
Paracetamol 500 mg (cp), 200 mg/ml (gts)
Dor e febre
Paracetamol 500-1000 mg de 6/6 horas
70, 281,
284, 291,
293, 295,
303, 312,
315, 350,
356, 360,
378, 397
dipirona sódica 500 mg (cp), 500 mg/ml (gts)
Dipirona 500-1000 mg de 6/6 horas
Ibuprofeno 300mg (cp) 50 mg/ml (gts)
Ibuprofeno 300mg (dosagem máxima de 2.400mg/dia) - 1 cp de 8/8 horas por 5 dias.
Também iniciado 2 a 3 dias antes do período menstrual
281, 284,
300, 303
Butilbrometo de escopolamina 10mg (cp, gts)
Cólica
De 8/8 horas por até 5 dias
303
Diclofenaco 50 mg (cp)
Dor
De 8/8 horas por até 5 dias. Também iniciado 2 a 3 dias antes do período menstrual
303
RHZE (rifampicina 150 mg/ Isoniazida 75
mg/ Pirazinamida 400 mg/ Etambutol 270
mg) (cp)
Tuberculose
Peso 20 a 35 kg - Dose 2 cp; Peso 36 a 50 kg - Dose 3 cp; Peso 51 a 70 kg - Dose 4 cp; Peso >
70 kg - Dose 5 cp. Duração de2 meses (fase intensiva/fase 1)
202
RH (dose plena rifampicina 300 mg/
Isoniazida 150 mg), (meia dose rifmpicina
150 mg/ Isoniazida 75 mg) (cp)
Peso 20 a 35 kg - Dose 1 cp de 300/150 mg; Peso 36 a 50 kg - Dose 1 cp de 300/150 mg + 1 cp
de 150/75 mg; Peso 51 a 70 kg - Dose 2 cp de 300/150 mg; Peso > 70 kg.
2 cp de 300/150 mg + 1 cp de 150/75 mg. Duração de 4 meses (fase manutenção/fase 2)
OBS: O tratamento de Tuberculose Óssea e Tuberculose no Sistema Nervoso Central é de 12
meses (2 meses de fase 1 + 10 meses de fase 2)
Piridoxina 40mg (cp)
O tratamento da tuberculose em diabéticos deve ser realizado com esquema básico por pelo
menos 6 meses, associado ao uso de Piridoxina 40mg/dia
217
Sulfametoxazol + trimetroprima 400 mg+80
mg (cp)
ITU
Adultos: 800 (sulfametoxazol) + 160 (trimetoprima), VO, a cada 12 horas, por 3 dias p/
mulheres e 7 dias p/ homens (cistite)
313
Nitrofurantoína 100 mg (cap)
Adultos: Tomar 100 mg, a cada 6 horas, por 3 dias (mulheres) e por 7 dias (homens), ingerir
com alimento
313
Norfloxacino 400 mg (cp)
Adultos: 400 mg, VO, a cada 12 horas, por 3 dias (E. coli, K. pneumoniae ou P. mirabilis) ou
por 7 a 10 dias (demais)
313
Cefalexina 500 mg (cap, dra, cp)
Adultos: 500 mg, VO, a cada 6 horas por 7 a 14 dias
313
Sais para reidratação oral (pó)
Desidratação
Dissolver o conteúdo em 1 litro de água filtrada ou fervida e administrar de 100 a 150 ml por
quilo de peso corporal em período de 4 a 6 horas.
318, 350,
361
Permetrina 5% (loção)
Escabiose
Remover a loção após 8-14 horas tomando banho. Repetir após 7 dias
331
Ivermectina 6 mg (cp)
Escabiose, Pediculose,
Tungíase
Dose única (VO) - escala de peso corporal (15-24 kg - 3mg; 25-35 kg - 6mg; 36-50 kg - 9mg;
51-65kg - 12mg; 65-79 kg - 15mg; >80 kg - 200mcg/kg). Repetir 7-10 dias
331, 332,
333
Permetrina 1% (loção capilar)
Pediculose
Aplicar em todo couro cabeludo, deixar por 10 minutos e enxaguar
332
Cetoconazol 20mg/g (2%) (creme)
Dermatite atópica
Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada, 2x/dia (pela manhã e à
noite), por 7 a 14 dias. Não exceder 2 semanas de tratamento
339
Miconazol 20mg/g [2%] (creme)
Micose, Pitiríase
versicolor, Dermatite
atópica, Intertrigo por
cândida
Aplicar uma quantidade para cobrir a área afetada duas vezes ao dia por 7 a 14 dias
333, 334,
336, 339
Fluconazol 150 mg (cap)
Intertrigo por cândida
Se falha terapêutica do miconazol ou apresentação extensa. Adultos: fluconazol 150
mg/semana ou itraconazol 200 mg, 2x/dia, por 2 a 6 semanas
338
Itraconazol 200 mg (cap)
Albendazol 400 mg (cp)
Larva migrans
Albendazol 400 mg ao dia por 3 dias (não pode ser utilizado em gestante)
335
ATA - ácido tricloroacético a 80%
Verruga
Aplicar ATA 80%. Repetir de 7-10 dias por até 8 semanas. Isolar verruga
336
Óleo mineral (fr)
Dermatite seborreica
Constipação
Dermatite seborreica: Aplicar óleo mineral na área afetada, deixar agir por 15 minutos,
remover delicadamente as crostas com auxílio de uma fralda, pente ou escova macia
Constipação: 15 ml à noite e 15 ml no dia seguinte ao despertar. Caso não obtenha êxito,
aumente a dosagem para 30 ml (2 colheres de sopa)
337, 355
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MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
Óxido de zinco 150 a 250 mg/g + retinol
(vitamina A) + colecalciferol (pomada)
Dermatite atópica
Aplicar após cada troca de fralda ou quando necessário
339, 342
Metoclopramida, cloridrato 10 mg (cp)
Queixas
Gastrointestinais
Metoclopramida 10 mg cada 8 horas se necessário por até 5 dias
350, 360,
378
Dimenidrinato 50 mg
Náuseas e vômito
De 6/6 horas
361
Hidróxido de alumínio Suspensão Oral 60
mg/ml susp oral(FR 100ml)
Pirose/Azia
5 ml (uma colher de chá), VO, até 3x/dia
365
Cynara scolymus L. (alcachofra) 24 a 48 mg
02 comprimidos de 12/12 horas por seis meses
Albendazol 400 mg (cp) e 40 mg/ml (susp.
oral)
Ascaridíase
Ancilostomíase
Enterobíase
ou Oxiuríase
400 mg/dia (VO) dose única
(Enterobíase/Oxiuríase repetir após 2 semanas)
369
Tricuríase
Teníase
400 mg/dia via oral a cada 24 horas, por 3 dias
Giardíase
400 mg/dia- via oral. Durante 5 dias
Metronidazol 250 mg (cp)
400 mg/dia via oral / 3 vezes ao dia. Durante 5 a 7 dias
Amebíase
750 mg/dose via oral 3 vezes ao dia. Para quadros leves e moderados 5 dias.
Para quadros graves 10 dias
>>
SAÚDE DA MULHER
Levonorgestel 0,75 mg (cp)
Contracepção de
Emergência
Devem ser utilizados dois comprimidos juntos, em dose única de 1,5mg, até 72h após o ato
sexual.
28,31
Levonorgestrel 0,15 mg + etinilestradiol 0,03
mg comprimido cartela
Contraceptivo
hormonal oral
combinado
Iniciar preferencialmente no 1° dia do ciclo menstrual (sangramento), mas pode ser iniciado
até o 7° dia do ciclo (recomendar o uso de método de barreira por 7 dias). Ver outras
instruções no protocolo
30
Noretisterona 0,35 mg
Contraceptivo
hormonal oral de
progestágeno isolado
Iniciar no 1° dia do ciclo menstrual (sangramento). Ver outras instruções no protocolo
30
Dispositivo Intrauterino
LARC
Intraútero por tempo determinado por fabricante, inserido por enfermeira/o habilitado após
treinamento
31
Medroxiprogesterona, acetato 125 mg +
estradiol cipionato 5 mg suspensão injetável
Contraceptivo
hormonal injetável
A primeira aplicação deve, idealmente, ocorrer até o 5° dia do ciclo menstrual (contando do
início do sangramento). Ver outras instruções no protocolo
28
Medroxiprogesterona, acetato 150 mg/ml
suspensão injetável
29
Algestona acetofenida 150 mg/ml + enantato
de estradiol 10 mg/ml
A primeira aplicação deve, idealmente, ocorrer entre o 7° e o 10° dia do ciclo menstrual
(contando do início do sangramento). Ver outras instruções no protocolo
29
Noretisterona, enantato 50 mg/mL +
estradiol, valerato 5 mg/ml solução injetável
Iniciar no 1° dia do ciclo menstrual (sangramento). Ver outras instruções no protocolo
30
Metronidazol 250 mg (cp)
Vaginose bacteriana,
citolítica etricomoníase
Primeira opção de tratamento: Metronidazol 250mg, 2 comprimidos VO, 2x ao dia, por 7 dias.
Casos recorrentes: Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos VO, 2 x dia, por 10 a 14 dias
43, 44,
214
Metronidazol gel vaginal 100mg/g
Metronidazol gel vaginal 100mg/g, um aplicador cheio via vaginal, à noite ao deitar-se, por 14
dias Metronidazol gel vaginal 100mg/g, um aplicador cheio via vaginal, à noite ao deitar-se, por
14 dias Casos recorrentes: Metronidazol gel vaginal 100mg/g, um aplicador cheio, via
intravaginal, 1x dia por 10 dias, seguido de tratamento supressivo com duas aplicações,
por 4 a 6 meses
43, 44,
45, 133
Clindamícina 300mg
Segunda opção de tratamento: Clindamícina 300mg, VO, 2x dia, por 7 dias
43
Miconazol creme 2%
Candidíase
Vulvovaginal
Candidíase do
prepúcio/glande
Miconazol creme 2%, via vaginal, um aplicador cheio, à noite ao deitar-se, por 7 dias. OU
Nistatina 100.000 UI, uma aplicação via vaginal ao deitar-se, por 14 dias. Segunda opção de
tratamento: Fluconazol 150mg, vo, dose única. OU Itraconazol 100 mg, vo, 2 comprimidos, 2x dia,
por 1 dia. Casos recorrentes: Miconazol creme 2%, via vaginal, um aplicador cheio, à noite ao
deitar-se, por 14 dias. OU Fluconazol 150mg, vo, 1x ao dia, dias 1, 4 e 7, seguido de terapia de
manutenção: Fluconazol 150mg, vo, 1x por semana por 6 meses
44
Nistatina 100.000 UI
Fluconazol 150mg
Itraconazol 100 mg
Penicilina G benzatina
Sífilis primária,
secundária e recente
(até 2 anos de contato)
Sífilis terciária,
Sífilis Latente Tardia
Esquema terapêutico: Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, dose única (1,2 milhões UI em
cada glúteo). Esquema alternativo: Doxiciclina 100mg, vo, 12/12 horas por 15 dia. OU
Ceftriaxone 1g, IM ou IV, 1x ao dia por 8 a 10 dias
Esquema terapêutico: Penicilina G benzatina 2,4 milhões UI, IM, semanal, por 3 semanas.
Dose total: 7,2 milhões UI. Esquema alternativo: Doxiciclina 100mg, VO, 12/12 horas, por 30 dias
OU Ceftriaxone 1g, IV ou IM, 1x/dia, por 8 a 10 dias
46, 143,
214
Ceftriaxone 1g
46
Doxiciclina 100mg
46
Linfogranuloma
venéreo
Primeira opção de tratamento: Doxicilina 100mg, 1 comprimido, VO, 12/12h, por 21 dias
Segunda opção de tratamento: Azitrominicina 500mg, 2 comprimidos, vo, 1 x por semana por 21
dias (primeira opção para gestantes)
Parceriais sexuais:
Parcerias sexuais sintomáticas - tratar com os mesmos do caso índice.
Parcerias sexuais assintomáticas - Azitromicina 500mg, 2 comprimidos, VO, dose única OU
Doxicilina 100mg, 1 comprimido, VO, 2x ao dia, por 7 dias
47, 133
Azitromicina 500mg (cp)
Gonorreia, Clamídia e
Cancro mole
Ceftriaxona 500mg, IM, Dose única + Azitromicina 500mg, 2 comprimidos VO, Dose única
46, 47,
48, 133,
214
Ceftriaxona 500mg
Aciclovir 200mg (cp)
Herpes vírus genital
Aciclovir 200mg, 2 comprimidos VO, 3x ao dia, por 7 dias OU 1 comprimido VO, 5x ao dia, por 7
dias - Iniciar o tratamento o mais precocemente possível
48, 133
ATA - ácido tricloroacético a 80%
HPV Condiloma
acuminado
Ácido tricloroacético (ATA) 80%-90% (solução). Uso: Aplicar uma pequena quantidade somente
nos condilomas, com um aplicador de algodão adequado ao tamanho das lesões, e deixar secar,
quando a lesão esbranquiçar. 1x por semana até 8 a 10 semanas. Se o paciente apresentar dor
intensa, o ácido pode ser neutralizado com sabão, bicabornato de
sódio ou talco
49, 134
ACESSO ABERTO https://revista.cejam.org.br
10
Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
Doxiciclina 100mg (cp)
Donovanose
Primeira opção: Doxiciclina 100mg, 1 comprimido, VO, 12/12horas, por 21 dias ou até a remissão
clínicas das lesões. Segunda opção: Azitromicina 500mg, 2 comprimidos, VO,
1x por semana por pelo menos 3 semanas, ou até a cicatrização das lesões. OU Ciprofloxacino
500mg, 1 e ½ comprimidos VO, 12/12 horas, por pelo menos 21 dias ou até a cicatrização das
lesões (dose total de 750mg). OU Sulfametoxazol- trimetoprima (400/80mg) 2 comprimidos VO
12/12horas, por no mínimo 3 semanas, ou até a cicatrização das lesões. OU Sulfametoxazol-
trimetoprima (800/160mg) 1 comprimido VO 12/12horas, por no mínimo 3 semanas, ou até a
cicatrização das lesões. Não havendo resposta nos primeiros dias de ciprofloxacina adicionar
gentamicina 1mg/kg/dia, EV, 3x dia por 3 semanas ou até a cicatrizção das lesões (avaliação
médica)
48, 49
Azitromicina 500mg (cp)
Ciprofloxacino 500mg (cp)
Sulfametoxazol + trimetroprima 400 mg+80
mg (cp)
Ceftriaxona 500mg
Doença inflamatória
pélvica
Ceftriaxona 500mg, IM, dose única. + Doxiciclina 100mg, 1 comprimido, VO, 2x ao dia por 14 dias.
+ Metronidazol 250 mg, 2 comprimidos, VO, 2x ao dia por 14 dias.
51, 52
Doxiciclina 100mg (cp)
Metronidazol 250 mg (cp)
Paracetamol 500 mg (cp), 200 mg/ml (gts)
Mastalgia
Prescrever Paracetamol 500 mg até 6 em 6 horas por 3 a 5 dias OU Ibuprofeno 300 -
600 mg por 3 a 5 dias, solicitar consulta médica se não houver melhora
72
dipirona sódica 500 mg (cp), 500 mg/ml (gts)
Ibuprofeno 300mg (cp) 50 mg/ml (gts)
Ácido fólico
Gestação
Ácido fólico - via oral (0,4mg/dia). Prescrição: Ácido fólico - Solução oral (0,2 mg/ml) -
Prescrever 40 gotas uma vez ao dia A suplementação de ácido fólico, na dose de 0,4 a 0,8 mg/dia,
que deve ser iniciada, pelo menos, um mês antes da concepção para benefício da formação do
tubo neural do embrião e, mantida durante toda a gestação
99, 131
Sulfato Ferroso 40 mg de Fe++ (cp)
Hemoglobina normal: Suplementação profilática com ferro elementar 40 mg: 1 comprimido
(indicando suplementação diária a partir do conhecimento da gravidez até o final da gestação).
Anemia leve a moderada: 200 mg/dia de sulfato ferroso = 40 mg de ferro elementar, prescrever
dois comprimidos uma hora antes do café da manhã, dois comprimidos uma hora antes do
almoço e um comprimido uma hora antes do jantar
122, 131
Carbonato de Cálcio 1.250mg (cp)
Carbonato de cálcio 1250 mg, dois comprimidos, via oral, de preferência a noite com copo de
leite. Iniciar o uso com 16 semanas de gestação e manter até a 36ª semana gestacional.
131
Ácido acetil salicílico (AAS) 100 mg (cp)
Ácido acetil salicílico (AAS) 100 mg, um comprimido, via oral, uma vez ao dia, preferencialmente
à noite. Indicado na prevenção para gestantes com risco elevado de desenvolver pré-eclâmpsia,
com 1 fator de alto risco ou 2 fatores moderados.
Deve ser iniciado a partir da 12ª semana (preferencialmente antes da 16ª semana, mas podendo
ser iniciado até a 20ª semana) mantendo-se até a 36ª semana
132
Nitrofurantoína 100 mg (cap)
ITU na gestação
Antibiótico de escolha no tratamento da bacteriúria assintomática e ITU não complicada em
gestantes, prescritos por enfermeiras/os: -Nitrofurantoína (100 mg), uma cápsula, de 6/6horas,
por 10 dias (evitar após 36a semana de gestação); -Cefalexina (500 mg) uma cápsula, de
6/6horas, por 7 a 10 dias; -Amoxilina-clavulanato (500 mg) uma cápsula de 8/8horas, por 7 a 10
dias. • Obs: Consultar Protocolo de ITU
129, 133,
153, 154
Cefalexina 500 mg (cap, dra, cp)
Amoxicilina 500mg + Clavulanato de Potássio
125mg(cap, cp)
Paracetamol 500 mg (cp), 200 mg/ml (gts)
Dor lombar
Dor pélvica Cefaleia
Paracetamol 500mg, de 6/6 horas
132
dipirona sódica 500 mg (cp), 500 mg/ml (gts)
Cefaleia
Ingurgitamento
mamário
Dipirona 500mg, 6/6horas
132
Butilbrometo de escopolamina 10mg (cp, gts)
Cólicas
Escopolamina solução oral 10 mg/ml frasco: 40 gts 2 vezes ao dia ou comprimido de 10mg
132
Dimenidrinato 25 mg/mL + piridoxina,
cloridrato (vit.B6) 5 mg/mL
Náuseas e vômitos
Dimenidrinato 25 mg/mL + piridoxina, cloridrato (vit.B6) 5 mg/mL solução oral gotas - 40 gotas
até 6/6h - (Não exceder 400 mg/dia). Risco B. Metoclopramida 10 mg, de 8/8 horas
132
Hidróxido de alumínio Suspensão Oral 60
mg/ml susp oral(FR 100ml)
Pirose
Hidróxido de alumínio, 10-15 ml (duas colheres de chá a uma colher de sopa) após as refeições e
ao deitar-se
Nistatina 100.000 UI/ml (suspensão oral)
Candidíase mamária
Prescrever para a puérpera: uso tópico de Nistatina por 14 dias, após cada mamada. Prescrever
para a criança: Nistatina solução oral passar na mucosa oral da criança 1 conta-gotas (1ml) ou
0,5ml em cada bochecha, 4 vezes ao dia por 14 dias
132, 172
Soro fisiológico 0,9%
Congestão nasal
Epistaxe
Soro fisiológico nasal com 2 a 4 gotas em cada narina, 3 a 4 vezes ao dia ou o suficiente para
manter as narinas úmidas
132
Repelente (fr)
Aedes Aegypti
Prevenção de infecções causadas pelo Aedes Aegypti (chikungunya, Zika, dengue, febre amarela).
Aplicar nas áreas expostas do corpo, pelo menos 2 vezes ao dia, ou sempre que necessário,
conforme orientações do fabricante
132
Estriol 1mg/g
Climatério
Terapia de reposição hormonal (tópico vulvovaginal). Prescrever medicamento alopático:
Estriol 1mg/g creme vaginal: 0,5g/dia inserido 2x/dia por 14 dias e, depois, 2x/semana por até 3
meses. Verificar níveis pressóricos trimestralmente e atentar para as alterações
193
>>
SAÚDE DO IDOSO
Espironolactona 25mg ou 100mg
Hipertensão Arterial
Durante a consulta de enfermagem ao hipertenso, poderão ser prescritas as medicações anti-
hipertensivas contidas na REMUME dando continuidade ao plano terapêutico proposto a este
usuário já iniciado pelo médico. Obs: Considerando o parecer do COREN 058/2013, na rede
da Atenção Básica SMSSP, o Enfermeiro, através da Consulta de Enfermagem, após a
avaliação, poderá realizar a prescrição de medicamentos de uso contínuo até a próxima
consulta médica, não ultrapassando 180 dias conforme PORTARIA Nº 338/2014-SMS.G
44
Hidroclorotiazida 25mg
Atenolol 50mg
Propranolol 40mg
Captopril 25mg
Enalapril 5mg ou 20mg
Isossorbida 20mg
Anlodipino 5mg ou 10mg
Nifedipino 20mg
Losartana 50mg
Glibenclamida 5mg
Diabetes Melitus
De acordo com a página 70 do protocolo de enfermagem de saúde do adulto: durante a
consulta de enfermagem poderá ser prescrito as medicações antidiabéticas, COM EXCEÇÃO
DA INSULINA, contidas na REMUME dando continuidade assim ao plano terapêutico proposto
a este usuário. Período máximo de até 180 dias
44
Glicazida 60mg
Metformina 500mg ou 850mg
Paracetamol 200 mg/ml ou 500 mg/cp
Manejo da dor
A cada 4/4 horas ou 6/6 horas a depender da frequência da dor. Adultos: 500 1000 mg/dose.
(máximo de 4g/dia)
44
Dipirona solução gts 500 mg/ml ou 500
mg/cp
6/6 horas a depender da frequência da dor. Adultos: 500-1000 mg VO (máx 4g/dia)
Ibuprofeno (300mg/cp ou 50mg/ml)
Até 600mg VO até 8/8h. Dose máxima: 2.400 mg/dia
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MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
Oxido de zinco 150mg/g + vitamina a
5000ui/g + Vitamina d 900ui/g pomada
bisnaga 45g
Dermatite amoniacal/
Dermatite das fraldas/
Dermatite Associada a
Incontinência (DAI)
Aplicar após cada troca de fralda ou quando necessário
44
Nistatina 100.000 UI bisnaga
Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada após cada troca de fralda
por 5 dias. Aplicar apenas na presença de infecções por Cândida
Miconazol, nitrato de 2% creme, mínimo
20g
Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada, 2x/dia (pela manhã e à
noite), por 7 a 14 dias. Aplicar apenas na presença de infecções por Cândida. Não deve ser
utilizado por períodos maiores que duas semanas
45
Cetoconazol 2% creme (20mg/g) bisnaga
30g
Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada, 2x/dia (pela manhã e à
noite), por 7 a 14 dias. Aplicar apenas na presença de infecções por Cândida. Não deve ser
utilizado por períodos maiores que duas semanas
Dexametasona, acetato 0,1% (1mg/g)
Creme bisnaga 10g.
Aplicar uma fina camada do produto sobre a área a ser tratada, 1 ou 2 vezes por dia No
máximo duas vezes por dia, a fim de aliviar a inflamação. Usar com cautela e orientação aos
familiares vigorosa para não ultrapassar o tempo recomendado. A absorção pela pele pode
resultar em efeitos adversos mais graves (semelhantes aos de corticosteroide administrado
por via sistêmica)
Óleo mineral puro fr 100ml.
Constipação
Adulto: 15 ml à noite e outra dosagem no dia seguinte ao despertar. Caso não obtenha êxito,
aumente a dosagem para 30 ml (2 colheres de sopa) à noite e 15 ml pela manhã. Atenção
pode causar: Pneumonia lipídica, má absorção de vitaminas lipossolúveis, desidratação,
incontinência fecal
45
Sais Para Reidratação Oral (Envelope 27,9g)
Tontura e Vertigem
(hipotensão Postural)
Dissolver o conteúdo do envelope em um litro de água filtrada ou fervida. Administrar 100 a
150ml por quilo de peso corporal em período de 4 a 6 horas
45
Permetrina 5 % tópico loção
Escabiose
Aplicar a loção do pescoço para baixo, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés, regiões
interdigitais, periumbilical, genital (não aplicar em área de mucosa) e áreas sob as unhas;
Remover a loção após 8-14 horas tomando banho. Repetir a aplicação após 7 a 10 dias;
Examinar e tratar pessoas em contato próximo com o paciente; Prurido residual pode
permanecer por 2 a 4 semanas após o tratamento
45
Ivermectina 6mg comprimido
Escabiose e Pediculose
Dose de 200 mcg/kg; Repetir a dose oral única em 7 a 10 dias; Orientar que o medicamento
deve ser ingerido com água, e não necessita jejum. Atendar para cálculo de doses
conforme protocolo
46
Permetrina 1% tópico loção
Pediculose
Aplicar no couro cabeludo especialmente retroauricular e nuca, deixar por 5-10 minutos e
enxaguar com água morna posteriormente. Repetir o procedimento após 7 dias. Examinar e
tratar pessoas com contato próximo aos pacientes.
46
Miconazol, nitrato de 2% creme, mínimo
20g
Tinea corporis
(impinge) e Tinea pedis
(pé-deatleta ou frieira)
Aplicar em toda área afetada 2x (pela manhã e à noite) ao dia por 7 a 14 dias O produto não
deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. Não deve
ser utilizado na região dos olhos. Se lesões extensas, pode ser necessário uso de antifúngico
sistêmico. Encaminhar ao médico
46
Albendazol 400mg
Ascaridíase,
Ancilostomíase,
Enterobíase ou
Oxiuríase
1 comprimido ao dia, por 3 dias
46
Teníase, Tricuríase
1 comprimido ao dia, por 5 dias
Giardíase
Tratamento de um dia, repetido após 7 dias
Estriol 1mg/g (0,1%) creme ginecologico
bisnaga 50g + aplicador
Ressecamento vaginal
Inserir 0,5g por dia de creme vaginal por 21 dias e repetir a conduta se necessário (tempo
máximo de tratamento por até 3 meses) Para mulheres na menopausa com infecção urinária
de repetição, pode ser prescrito na persistência de sintomatologia, encaminhar ao médico
46
Mikania glomerata spreng (guaco) solucao
oral 0,02 a 5 mg de cumarina
Tosse persistente e
tosse com expectoração
Oral: Adultos - 15 ml 3x/dia por 7 dias. Contra-Indicações: Hepatopatias, pois o uso crônico
pode causar aumento do tempo de protrombina. Não usar durante a gestação, lactação e para
menores de 18 anos. Não usar por mais de 15 dias consecutivos, o tratamento pode ser
repetido, se necessário, após intervalo de 5 dias. Não utilizar em caso de tratamento com anti-
inflamatórios não esteroidais nem simultaneamente a anticoagulantes (cumarinas reduzem a
coagulação sanguínea)
47
Maytenus ilicifolia (espinheira santa)
taninos totais 13 mg a 20 mg (cp)
Má digestão e como
coadjuvante no
tratamento de úlcera
do estômago e duodeno
Uso oral - dose mínima: 1 cp VO 2x/dia. Dose máxima: 2 cp 3x/dia.
Contraindicações/advertências: O uso é contraindicado para menores de 18 anos, durante a
gestação e lactação, por reduzir a produção do leite materno e poder provocar contrações
uterinas. Se uso contínuo administrar por 3 meses e fazer pausa de 1 mês
47
Harpagophytum procumbens (garra do
diabo) harpagosideo 5 mg ou 50 mg (cp)
Artrite, artrose, e
tratamento de dor
lombar baixa
Uso oral 3 vezes ao dia Respeitando-se a dose diária de 30 a 100 mg de harpagosídeo
(RENAME/2024 e IN n.02/2014 ANVISA). Contraindicações/advertências: O uso é
contraindicado durante a gestação, lactação e para pessoas portadoras de úlcera gástrica ou
duodenal, ou que apresentem doenças cardiovasculares, assim como para menores de 18
anos de idade. Evitar o uso juntamente com anticoagulantes
47
Glycine max (L.) Merr. Isoflavonas da Soja
Isoflavonas Totais: minimo de 50 mg (cp)
Climatério
Coadjuvante no alívio dos sintomas do climatério: redução da frequência e da intensidade da
sensação de calor no corpo, rosto (fogachos) e crises de suor noturno
Uso oral utilizar uma vez ao dia, respeitando-se a dose diária de 50 a 120 mg de isoflavonas
(RENAME/2024 e IN n.02/2014 ANVISA). Se uso continuo administrar por 3 meses e fazer
pausa de 1 mês
47
Valeriana officinalis sesquiterpenos 0,8 mg
a 3,5 mg (cp)
Sedativo moderado
Sedativo moderado, como agente promotor do sono e no tratamento de distúrbios do sono
associados à ansiedade
Uso oral - Ansiolítico leve Utilizar a noite, pelo menos 1 hora antes de dormir, respeitando-
se a dose diária de 1 a 7,5 mg de sesquiterpenos (IN n.02/2014 ANVISA). Início do efeito em
2 semanas. Tratamento mínimo 4 semanas
47
Cynara scolymus l. (alcachofra) derivados
de ácido cafeoilquinico 24 a 48mg (cp/cap)
Alivia desconforto
gástrico
Para facilitar a digestão e aliviar o desconforto abdominal. Gases e náuseas resultantes de
deficiência na produção e eliminação da bile. E auxilia na diminuição do colesterol presente
no sangue. Uso oral: utilizar conforme a dose diária de 24 a 48 mg de derivados de ácido
cafeoilquínico expressos em ácido clorogênico em até 3 doses ao dia. A duração do
tratamento para a indicação como colerético/colagogo é de 2 semanas A duração de
tratamento para a indicação como hipocolesterolemiante auxiliar é de 06 a 12 semanas. Uso
contraindicado para pessoas portadoras de cálculos biliares, obstrução dos ductos biliares,
colangite ou hepatopatias. Não usar em caso de tratamento com anticoagulantes
48
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MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
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SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Vitaminas A e D
Medida profilática
Suplementar a partir do 7º dia de vida, 2 (duas) gotas por boca, ao dia, até a criança
completar dois anos de idade e 3 (três) gotas entre dois e três anos de idade, como medida
profilática
69
Sulfato Ferroso - solução oral 25 mg/ml
(1,25 mg/gota)
Medida profilática
anemia ferropriva
Criança Termo: Recém-nascidos a termo, peso adequado para idade gestacional,
independente do tipo de alimentação prescrever 1 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando
aos 90 dias de vida até o 24° mês de vida. Recém-nascidos a termo com peso inferior a
2.500g prescrever 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida, durante
um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia mais um ano. Recém-nascidos prematuros com peso
superior a 1.500g prescrever 2 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando com 30 dias de vida,
durante um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia mais um ano. Recém-nascidos prematuros
com peso entre 1.500 e 1.000g prescrever 3 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando com 30
dias durante um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia mais um ano. Recém-nascidos
prematuros com peso inferior a 1.000 g 4 mg de ferro elementar/kg/dia, iniciando com 30
dias de vida, durante um ano. Após este prazo, 1 mg/kg/dia mais um ano. Recém-nascidos
prematuros que receberam mais de 100 mL de concentrado de hemácias durante a
internação devem ser avaliados individualmente pois podem não necessitar de
suplementação de ferro com 30 dias de vida, mas sim posteriormente
68, 69
Sulfato Ferroso 125 mg/mL (equivalente a 25
mg/mL de Fe++) solução oral gotas
Anemia
3 a 6mg ferro elementar/kg/dia por 6 meses ou até reposição dos estoques corporais
confirmados pela normalização da Hb, VCM, HCM, ferro sérico, saturação da transferrina e
ferritina sérica. Administrar trinta minutos antes das refeições, associado a sucos ricos em
vitamina C e escovar os dentes em seguida
112
Miconazol 20mg/g (2%) creme
Tinea Pedis (Pé-de
atleta ou frieira)
Aplicar uma quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada duas vezes ao dia
por 7 a 14 dias
76
Paracetamol 200 mg/ml ou 500 mg/cp ou
Dipirona solução gotas 500 mg/ml ou 500
mg/cp ou Ibuprofeno 50mg/ml.
Doença mão--boca
Paracetamol 200 mg/ml ou 500 mg/cp - 1 gota/kg a cada 4/4 horas ou 6/6 horas a depender
da frequência da dor. Crianças: 10-15 mg/kg/dose (máximo de 5 doses ao dia) - Obs:
(máximo de 4g/dia). OU Dipirona solução gotas 500 mg/ml ou 500 mg/cp - 1 gota/kg de 6/6
horas a depender da frequência da dor. Crianças >meses: lactentes 10 mg/kg/dose e pré-
escolares 15 mg/kg/dose - Obs: (máximo de 4g/dia). OU Ibuprofeno 50mg/ml - 1 gota/kg de
6 em 6 horas (Crianças acima de 6 meses)
77
Miconazol 20mg/g (2%) creme
Tinea Corporis
(Impinge)
Aplicar uma quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada duas vezes ao dia
por 7 a 14 dias
78
Miliária
Enxaguar a criança após o banho com: 1 litro de água com 2 colheres (sopa) de amido de
milho 3 vezes ao dia; ou aplicar o amido de milho diretamente na pele como se fosse talco; ou
aplicar pasta d’água 3 vezes ao dia após o banho caso sejam das formas rubra e/ou profunda
78
Cetoconazol tópico (2%) ou Miconazol
20mg/g (2%) creme
Pitiríase Vesicolor
Cetoconazol tópico (2%) - Aplicar em todo pescoço, tronco, braços e pernas, uma ou duas
vezes ao dia por 2 semanas. OU Miconazol 20mg/g (2%) creme - Aplicar quantidade
suficiente do produto para cobrir a área afetada e ultrapassar a lesão, duas vezes ao dia, de 7
a 14 dias
79
Pitiríase Alba
Aconselhar evitar o uso de sabonetes e outros produtos perfumados ou roupas que possam
irritar a pele. Recomendar o uso diário de protetor solar de amplo espectro nas áreas
expostas ao sol para prevenir o agravamento das lesões e evitar a hiperpigmentação pós-
inflamatória. Recomendar hidratação e umectação da pele com cremes emolientes
Albendazol 40mg/mL Suspensão oral
Larva Migrans
Crianças com 1 a 2 anos de idade prescrever 200mg VO, uma vez ao dia por 3 dias e Crianças
acima de 2 anos de idade e adultos 400mg VO por 3 dias
80
Cefalexina 50mg/mL suspensão oral
(mg/kg/dia)
Impetigo
Cefalexina 50mg/mL suspensão oral (mg/kg/dia) de 6 em 6 horas por 7 dias. - Multiplique o
peso em kg por 50 mg/ml, divida por 4 e novamente por 50 mg/ml. O resultado será a dose
em ml a cada 6 horas
80
Ivermectina 6mg comprimido: Dose de 200
mcg/kg; única
Tungíase (Bicho do pé)
Se atentar para cálculo de dosagem conforme protocolo
81
Permetrina 5% (creme/loção)
Escabiose
> de 2 anos. Dose única a noite. Deixar agir por 8 a 12 horas. Repetir em 7 dias
81
Ivermectina 6mg comprimido
Dose de 200 mcg/kg; • Repetir a dose oral única em 7 a 10 dias; se atentar a cálculo de dose
82
Permetrina 1% (loção capilar)
Pediculose
> de 2 anos. Aplicar no couro cabeludo por 10 min. e enxaguar. Repetir em 7 dias
83
Ivermectina 6mg comprimido: Dose de 200
mcg/kg; única
Se atentar para cálculo de dose, repetir a dose oral única em 7 a 10 dias
83
Aplicar ATA 80%.
Verruga Vulgar
(Comuns):
Compartilhar cuidado, solicitando avaliação médica. Tratamento medicamentoso: Aplicar
ATA 80%. Repetir de 7-10 dias por até 8 semanas. Procurar isolar a verruga para aplicação a
fim de evitar contato com a pele integra; uma possibilidade é o isolamento da mesma com o
auxílio de esparadrapo
84
óleo mineral frasco (ou vaselina)
Dermatite seborreica
Passar no couro cabeludo, deixar por 1h e retirar delicadamente com escova fina
53
Nitrato de Miconazol 20 mg/g (creme)*
Dermatite
Monília/Cândida
Após cada troca de fralda por 7-10 dias *(prescrever o disponível na REMUME)
85
Nistatina 100.000 UI bisnaga
Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a área afetada após cada troca de fralda
por 5 dias.
Cetoconazol 20mg/g (2%) creme
Cetoconazol 20mg/g (2%) creme - Aplicar quantidade suficiente do produto para cobrir a
área afetada, 2x/dia (pela manhã e à noite), por 7 a 14 dias. Não exceder 2 semanas de
tratamento.
Óxido de zinco 150 a 250 mg/g + retinol
(vit.A) + colecalciferol (pomada)
Dermatite Amoniacal
Após cada troca de fralde e quando necessário
Óleo mineral ou de amêndoas
Dermatite Seborreica
Aplicar óleo mineral ou de amêndoas na área afetada, deixar agir por 15 minutos, remover
delicadamente as crostas com auxílio de uma fralda, pente ou escova macia, lavar bem a pele
com sabonete neutro ou xampu infantil para remover todo o óleo e secar bem a pele. • Na
permanência por mais de 15 dias ou expansão, compartilhar cuidado com médica(o)
86
Óxido de zinco 150 a 250 mg/g + retinol
(vit.A)+ colecalciferol (pomada)
Intertrigo (Exantema
intertriginoso)
Aplicação do amido de milho diretamente sobre a pele ou creme de óxido de zinco com
Vitamina A e D
87
ACESSO ABERTO https://revista.cejam.org.br
13
Rev. Tec. Cient. CEJAM. 2026;5:e202650054
Extraído de Protocolos de Enfermagem 5ª edição revisada (2024/2025). https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/atencao_basica/349991.
Portaria SMS.G nº 440 de 2023, que normatiza a prescrição e a dispensação de medicamentos no âmbito dos estabelecimentos pertencentes ao
Sistema Único de Saúde (SUS) sob gestão municipal e regulamenta o enfermeiro dentre os prescritores.
https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-secretaria-municipal-da-saude-sms-440-de-18-de-julho-de-2023.
REMUME- Relação Municipal de Medicamentos. https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/atencao_basica/218750
NOTA: Este material é documento auxiliar sujeito a alterações, portanto, em hipótese alguma substitui a consulta aos protocolos de enfermagem.
Material elaborado pela Enfa. Esp. Tatiana Lucena, sob supervisão do Enf. Prof. Dr. Abel Meneses
MEDICAMENTO
INDICAÇÃO
POSOLOGIA / ORIENTAÇÃO
PG
Sais para Reidratação Oral (pó)
Diarreia Aguda
Diluir em 1L água. Ingerir após evacuação aquosa (Criança
Até 4 meses < 6 kg 200 a 400ml, 4 a 11 meses  6 a < 10 kg 400 a 700ml, 12 meses a 2 anos
10 a < 12 kg 700 a 900ml, 2 a 5 anos  12 a 19 kg 900 a 1.400ml)
92
Mebendazol 20mg/kg Albendazol 400mg
Ascaridíase
Acima de 10 kg  Acima de 2 anos 100 mg (5mL) 1x/dia  por 3 dias- 1cp ou 10 ml V.O/ dose
única. Repetir após 3 semanas
97
Albendazol 400mg
Tricocefalías
Acima de 2 anos 10 mL em dose única ou 1 cp V.O, 1x ao dia por 3-7 dias Efeitos colaterais:
dor abdominal, cefaleia, diarreia, náuseas e vômitos
97
Mebendazol 100 mg
Ancilostomias 
Acima de 10 kg 1x/dia por 3 dias. Repetir em 3 semanas.
97
Mebendazol 100mg
Enterongiloidíase ou
oxiuríase
Dose para todas as crianças independente do peso e da idade 1x/dia, dose única repetir em 2
semanas. Tratar todas as crianças da casa
97
Albendazol 400mg
Estrongiloidíase
Acima de 2 anos V.O, 2x/dia 10 a 14 dias 4 dias.4 dias . Tratar todas as crianças da casa 
97
Mebendazol 20 mg/ml ou Albendazol 400 mg 
Teníase
Acima de 2 anos 10 mL 2x/dia por 3 dias- 1 cp V.O dose única. Tratar todas as crianças da
casa
97
Metronidazol
Giardíase
Acima de 2 anos 15 mg/kg/dia (máximo 250 mg) V.O 2x/dia por 5 dias
97
Metronidazol  não exceder 750 mg/dose 
Amebíase
Acima de 2 anos 35 mg/kg/dia 3x/dia nos casos das leves por 5 dias. Extraintestinal ou
sintomática 50mg/kg/dia por 10 dias
97
Mikania glomerata (Guaco) xarope
0,25mg/ml
Tosse
Cloreto de Sódio Solução Nasal 9 mg/ml (0,5 a 3 ml de 4 a 6 vezes ao dia) em cada narina, de
preferência antes das mamadas e refeições e antes de dormir; Mikania glomerata (Guaco)
xarope 0,25mg/ml: Crianças de 3 a 5 anos 5ml, 3 vezes ao dia Crianças > 5 anos 7,5ml, 3
vezes ao dia. Se atentar as contraindicações
104, 106
Paracetamol 200mg/ml
Dor, aguda Dor em
região dos seios
paranasais, Dor de
cabeça, Febre, dor de
ouvido
1gota/Kg de 6 em 6 horas 03 dias
104, 108,
110
Ibuprofeno 50mg/ml
Febre, dor de ouvido
1 gota/kg 6/6hrs (Menor de 03 meses ou em qualquer idade temperacura acima de 39,
encaminhar para consulta médica)
108, 110
Dipirona 500mg/ml
1 gota/Kg ou 10 a 15mg/Kg Intervalo mínimo de 6h para crianças >3 anos, por até 03 dias.
Checar alergia medicamentosa da criança. Compartilhar o cuidado com o médico
104
Paracetamol 200 mg/ml ou 500 mg/cp
Dor de garganta, dor de
ouvido
A cada 4/4 horas ou 6/6 horas a depender da frequência da dor. Adultos: 500-1000 mg/dose
Crianças: 10-15 mg/kg/dose (máximo de 5 doses ao dia) - Obs: (máximo de 4g/dia).
Retorno em 24/48h em caso de piora dos sintomas
106, 110
Dipirona solução gotas 500 mg/ml ou 500
mg/cp
Febre, Dor de ouvido
6/6 horas a depender da frequência da dor. Adultos: 500-1000 mg VO Crianças >meses:
lactentes 10 mg/kg/dose // pré-escolares 15 mg/kg/dose - Obs: (máximo de 4g/dia)
106, 110,
111
Nistatina suspensão oral 100.000UI/mL
Monilíase oral
Prescrever 1,0 ml na mucosa oral quatro vezes ao dia por sete dias, colocar uma metade da
dose em cada lado da boca. Manter o esquema por dois dias, no mínimo, após o
desaparecimento dos sintomas
151
Penicilina G benzatina
Sífilis
Adultos e adolescentes com mais de 45 kg: 2,4 milhões UI, IM (1,2 milhão UI em cada glúteo).
Crianças e adolescentes com menos de 45 kg 50.000 UI/kg, IM. Como profilaxia e em caso de
sífilis recente, deve ser prescrito em dose única
237
Ceftriaxona + Azitromicina
Infecção por N.
Gonorrohoeae e
C. Trachomatis
Adultos e adolescentes com mais de 45 kg: 500mg, 1 frascoampola, IM, dose única + 500mg,
2 comprimidos de 250 mg, VO, dose única. Crianças e adolescentes com menos de 45 kg:125
mg, IM, dose única + 20mg/kg, VO, dose única
Metronidazol
Tricomoníase
Adultos e adolescentes com mais de 45 kg: 500 mg, 2 comprimidos de 250mg, Via oral, dose
única 15mg/kg/dia, divididos a cada 8 horas, por 7 dias. Não deve ser prescrito no primeiro
trimestre de gestação. Seu uso deverá ser postergado em caso de uso de contracepção de
urgência ou ARV